4.5.12
Sadhana
20.4.12
"Ensina o que está em teu coração"
O Yoga Makaranda, ou O Néctar do Yoga, foi o primeiro livro de Sri Krishnamacharya sobre Yoga. Publicado em 1934, no idioma Kannada, e lançado agora pela primeira vez no Ocidente, em inglês, esse livro era na época um dos pouquíssimos disponíveis sobre o assunto. Eram tempos em que o Yoga e os demais conhecimentos tradicionais da Índia, desvalorizados na cultura imposta pelo domínio colonial britânico, estavam em desuso e praticamente em vias de desaparecimento.
Sri Tirumalai Krishnamacharya é considerado o responsável por resgatar o conhecimento de Yoga, tendo sido, naquele início do século XX, o elo entre a tradição ameaçada de perder-se e os tempos modernos.
Em 1924, Krishnamacharya retornava a Mysore (sul da Índia), depois de um período de mais de sete anos vivendo nos Himalaias com seu mestre, Sri Ramamohan Bramachari, período em que se dedicou exclusivamente ao aprendizado e à intensa prática de Yoga. De volta a Mysore, ele começava a cumprir a tarefa que lhe tinha sido dada por seu mestre ao final do aprendizado: resgatar e compartilhar a essência do Yoga, dedicar-se integralmente a levar a todos a sua mensagem.
A tarefa não era nada fácil, mas felizmente ele pôde contar com a cumplicidade do então Maharaja de Mysore, Sri Krishnarajendra Wadiyar. Seriamente doente, o Maharaja pediu a Krishnamacharya que o tratasse e o resultado final do tratamento foi sua cura completa. Impressionado, o Maharaja ofereceu uma sala em seu próprio palácio para que Krishnamacharya ali ensinasse Yoga, não só para todos os membros de sua família, mas para a comunidade. Além disso, patrocinou a publicação do que deveria ser uma série de livros sobre Yoga, da qual só o primeiro volume foi publicado: o Yoga Makaranda.
Em 2005, conduzidos pelo professor Kausthub Desikachar, tivemos a oportunidade de conhecer e conversar longamente com alguns dos primeiros alunos de Krishnamacharya. Tivemos encontros marcantes com B.K.S. Iyengar em Pune e Pattabhi Jois em seu Yogashala. Mas o mais impactante entre esses encontros foi, para nós, o que tivemos com um aluno de Krishnamacharya totalmente desconhecido no Ocidente, o professor Ranganatha Desikacharyar, já então nos seus 90 anos.
Ele não teve a glória de ser mundialmente conhecido como Iyengar, Jois ou T.K.V. Desikachar (filho de Krishnamacharya), mas tinha a mesma intensidade e vibração dos colegas mais famosos. Foi por meio de suas palavras, ilustradas pelas histórias que nos contou, que compreendemos o impacto que T. Krishnamacharya e seus ensinamentos causaram na época, ensinamentos que não se limitavam à forma de uma escritura estudada, mas que tinham a força da transmissão oral, do aprendizado vivido, integrado. O professor Ranganatha Desikacharyar enfatizou que o conhecimento que Krishnamacharya trazia a Mysore era considerado algo até então inacessível.
Ao fim do encontro, Ranganatha Desikacharyar agradeceu muito pela oportunidade que estávamos dando a ele de falar sobre seu professor e sobre um período tão precioso de sua vida. Poucos meses depois, ele faleceu.
Reeditar agora o Yoga Makaranda tem importância em diversos aspectos, mas um deles certamente é o de tornar disponível, mais uma vez, um documento histórico dos esforços de Krishnamacharya em propagar o Yoga nesses primórdios de seu caminho.
Na década de 1990, na mesma tradução de T.K.V. Desikachar, o Yoga Makaranda tinha sido publicado em capítulos na revista Darshana, editada periodicamente pelo Krishnamacharya Yoga Mandiran. No primeiro capítulo publicado, T.K.V. Desikachar fazia algumas advertências e esclarecimentos que continuam válidos para o livro agora lançado:
1. Este deveria ser o primeiro livro de uma série. Com a morte do Maharaja, os outros volumes do Yoga Makaranda não foram escritos, sendo este, portanto, um trabalho incompleto sobre Yoga.
2. Algumas técnicas apresentadas com o objetivo de serem discutidas – kriyas como dhauti e neti, por exemplo – não eram recomendadas por Krishnamacharya.
3. As sequências de asanas (vinyasa krama) apresentadas retratam a forma como Krishnamacharya ensinava as crianças no Yogashala e não deve criar a impressão de que ele ensinava da mesma maneira a todas as pessoas.
4. O uso da respiração consciente na prática de asanas, um aspecto característico e distinto de seu ensinamento, é constantemente enfatizado em todo o livro.
5. Sendo apenas o primeiro volume, ele não abrange pranayama, dhyana e outros sadhanas.
6. As disciplinas prescritas refletem o regime daquele período.
Essas advertências nos lembram que o Yoga Makaranda é uma obra rica, mas, em certos aspectos, datada. Ela só pode ser corretamente compreendida se contextualizada no âmbito do trabalho completo de Krishnamacharya, que se baseou em outras escrituras mais importantes, especialmente o Yoga Rahasya (O Segredo do Yoga), atribuído a Nathamuni.
No Yoga Rahasya, são amplamente abordados os conceitos de vinyasa-krama e viniyoga, cuja essência pode ser resumida naquela que é considerada a ideia-chave de todo o trabalho de Tirumalai Krishnamacharya: cabe a cada professor refletir profundamente sobre o que é adequado ensinar a cada aluno e decidir de que forma as ferramentas escolhidas serão aplicadas. (Essa ideia está presente na própria frase escolhida para figurar na capa da atual edição do Yoga Makaranda: “Ensina o que está em teu coração, não como se aplica a ti, mas àquele que está diante de ti”).
Por: Jorge Luís Knak e Maria Nazaré Cavalcanti, retirado da revista: yoga Journal Brasil
19.4.12
3.4.12
Virabhadrasana
Certa feita, Daksha celebrou um sacrifício, mas não convidou sua filha Sati nem seu marido Shiva, chefe dos deuses. Sati, foi ao sacrifício, mas tendo sido humilhada e insultada, lançou se ao fogo e morreu. Quando Shiva soube do fato, sentiu se profundamente ultrajado, arrancou um fio de cabelo de um dos seus cachos e lançou o no chão.
Surgiu um poderoso herói, chamado Virabhadra, que ficou esperando suas ordens. Ele foi incumbido de liderar o exército de Shiva contra Daksha e destruir seu sacrifício.
Virabhadra e seu exército apareceram em meio a reunião de Daksha e destruíram o sacrifício, afugentaram os outros deuses e decapitaram daksha.
Shiva condoído por Sati, retirou se para Kailas e mergulhou em meditação.
Sati renasceu como Uma, na casa de himalaia. Ela procurou conquistar novamente o coração de Shiva, e o conseguiu.
Esta estória é dedicado ao grande herói criado por Shiva com o fio de seu cabelo.
Contada por Kalidasa em seu grande poema Kumara Sambhava.
Texto do livro A luz do Yoga Iyengar
Surgiu um poderoso herói, chamado Virabhadra, que ficou esperando suas ordens. Ele foi incumbido de liderar o exército de Shiva contra Daksha e destruir seu sacrifício.
Virabhadra e seu exército apareceram em meio a reunião de Daksha e destruíram o sacrifício, afugentaram os outros deuses e decapitaram daksha.
Shiva condoído por Sati, retirou se para Kailas e mergulhou em meditação.
Sati renasceu como Uma, na casa de himalaia. Ela procurou conquistar novamente o coração de Shiva, e o conseguiu.
Esta estória é dedicado ao grande herói criado por Shiva com o fio de seu cabelo.
Contada por Kalidasa em seu grande poema Kumara Sambhava.
Texto do livro A luz do Yoga Iyengar
26.2.12
17.2.12
O lado perigoso do Yoga." O Fogo que Queima"
Esta semana saiu uma matéria na revista época falando sobre alguns perigos do Yoga.
A matéria já começa errando no título, a Ioga.
O Yoga é uma palavra derivada do sânscrito que foi erroneamente traduzida para o português com I e para o feminino por que provavelmente é uma palavra que termina com a. Mas o Yoga é uma palavra masculina na sua raíz e sua escrita é com Y e não I como muitos escrevem. Até eu já cometi este mesmo erro na escrita e pronúncia por causa dos grandes erros de livros mal traduzidos sobre o assunto e professores mal preparados no mercado.
O yoga não é tão mais perigoso que nenhuma outra atividade física, mas tenho que concordar com a matéria da Época, que nos dias de hoje, o yoga tem sim se tornado bem mais perigoso que qualquer outra atividade. O número de pessoas que buscam a prática para um benefício físico e mental cresceu muito, usando assim parte da técnica para atingir bem-estar e certos poderes, ou um corpo tonificado, sem falar nos fanáticos de mentes fracas que transformaram a filosofia num dogma de fé igual ou pior que muitas religiões.
Segundo Mirra Alfassa, os perigos e as dificuldades surgem no Yoga quando as pessoas o praticam não por amor ao Divino, mas por que, querem adquirir poder e sob o disfarce do Yoga, buscam satisfazer alguma ambição. Se você não puder se livrar da ambição, não se aproxime dele. É fogo que queima.
Wal Nunes
A matéria já começa errando no título, a Ioga.
O Yoga é uma palavra derivada do sânscrito que foi erroneamente traduzida para o português com I e para o feminino por que provavelmente é uma palavra que termina com a. Mas o Yoga é uma palavra masculina na sua raíz e sua escrita é com Y e não I como muitos escrevem. Até eu já cometi este mesmo erro na escrita e pronúncia por causa dos grandes erros de livros mal traduzidos sobre o assunto e professores mal preparados no mercado.
O yoga não é tão mais perigoso que nenhuma outra atividade física, mas tenho que concordar com a matéria da Época, que nos dias de hoje, o yoga tem sim se tornado bem mais perigoso que qualquer outra atividade. O número de pessoas que buscam a prática para um benefício físico e mental cresceu muito, usando assim parte da técnica para atingir bem-estar e certos poderes, ou um corpo tonificado, sem falar nos fanáticos de mentes fracas que transformaram a filosofia num dogma de fé igual ou pior que muitas religiões.
Segundo Mirra Alfassa, os perigos e as dificuldades surgem no Yoga quando as pessoas o praticam não por amor ao Divino, mas por que, querem adquirir poder e sob o disfarce do Yoga, buscam satisfazer alguma ambição. Se você não puder se livrar da ambição, não se aproxime dele. É fogo que queima.
Wal Nunes
11.2.12
É difícil afirmar que podemos adquirir o verdadeiro conhecimento do Yoga através de livros. Hoje muitos dos nossos livros foram mal traduzidos e interpretados, levando somente parte do conhecimento do que é esta vasta filosofia que é o Yoga.Para se aprofundar em todos os aspectos dessa prática há conhecimentos que só se aprende de professor para aluno. Como uma relação pai e filho, os verdadeiros valores que aprendemos da vida vieram da nossa família, sem esta relação aluno e professor, não formamos uma base forte para despertar em nós o verdadeiro poder do Yoga. Segundo Iyengar, todos os antigos comentários sobre o Yoga sempre sublinharam que é essencial que se trabalhe sob a direção de um Guru.
Wal Nunes
Prof de Yoga Integral
Wal Nunes
Prof de Yoga Integral
7.2.12
Sexo
Quem nunca se questionou ou tem alguma questão pendente sobre o assunto?
É por esta razão que o Yoga Integral esclarece alguns fatos sobre a sexualidade e como ele pode ser um canal no processo do desenvolvimento do ser.
Depois de alguns anos praticando e ensinando o Yoga, observando alguns processos de alunos ou o meu próprio, não posso negar o fato de que todo ser humano, em algum momento de sua vida, tem ou teve algum bloqueio na energia sexual. Isso é muito normal de acontecer.
Uma vez que buscamos nos conhecer ou nos aprofundamos no campo do Yoga, descobrimos que nossa postura, nosso alinhamento da coluna, o alimento que entra pela boca, o que sai ou deixa de sair do corpo, são responsáveis pelo nosso equilíbrio como um todo, e lógico, a maneira que lidamos com o sexo é também afetado por várias escolhas que fazemos no dia a dia e nem sequer pensamos nas consequências.
O Yoga Integral preocupado com o ser humano, estuda todas as práticas do Yoga, para melhor entender cada carência ou questionamento do ser, e claro, o sexo não poderia ficar de lado.
Através deste ato tão humano e tão primitivo deixamos de olhar só para nós e sentimos na pele, nas sensações, na emoção o que de fato é ser uno com o outro. Não dá pra negar que na hora que nos entregamos ao coito, esquecemos tudo a nossa volta e quando nos conectamos com quem escolhemos dividir aquele momento, por poucos minutos que seja, nos desligamos da mente. Deixamos de lado todas nossas fantasias, preocupações e deixamos o corpo falar por si só. Isto é sexo, é o caminho mais próximo depois do amor para a meditação.
Quando falamos em desequilíbrio sexual no Yoga, queremos dizer de um trabalho que deve ser analisado desde a evolução do homem na sua própria estória pois é através destes fatos que se vai moldando sua vida sem ele mesmo perceber. Assim também, ditando a sua relação com o corpo e o com outro. Anos atrás havia uma igreja católica machista que até queimavam mulheres vítimas de um pensamento único de poder, voltado para o controle do homem. A mulher não tinha voz, não tinha direitos e este fato acompanhou e acompanha muitas famílias até tempos recentes.
Para mudar a história, depois de muitos anos, vieram as grandes revoluções, a busca pela igualdade, um feminismo exagerado que nos distanciou ainda mais da nossa energia interna, que no Yoga Integral, é visto como a energia da Deusa. Perdemos este conhecimento milenar de que em cada ser mulher existe uma deusa interna, aquela que gera, que une, que dá a luz e, consequentemente, é o símbolo mais real do amor incondicional quando se torna mãe. Estamos cada vez mais assumindo o papel oposto na sociedade e consequentemente perdendo essa força superior que nos foi dada.
As repressões abriram portas para o sexo sem pudor, a busca intensa por prazeres baratos, a troca de parceiros e a falta de comunhão, do viver a vida a dois numa família tradicional.
Com as revoluções, se perderam as tradições, ficamos intelectuais e cada vez mais deixamos de lado o sexo primitivo, voltado a sentir do corpo e passamos a fantasiar. Um parceiro já não basta, precisa-se de casa de swings, sex shop, sexo em grupo, e cada vez mais que ficamos intelectuais, menos ficamos voltados à essência. Homens que deixam suas mulheres em casa, e fantasia transar com estranhas pelo simples fato de que precisam provar para si mesmo o que seu poder, ou seu dinheiro pode compar.
Não que eu tenha algo contra este liberalismo sexual, mas o fato é que com toda essa liberação nada se mudou, por que o condicionamento ainda está lá. O impulso que nos leva a buscar uma vida certinha ou uma vida arriscada prazerosa no sexo, são condicionamentos que carregamos de várias vidas, passada de geração a geração. Nossas mães educadas por mães e pais tradicionais católicos ou não, desde crianças foram colocando no nosso subconsciente o que é certo ou errado quando escolhemos um parceiro, e sem perceber, fugimos ao extremo dessas regras ou vamos repetindo padrões.
As mulheres e os homens que não acompanharam essa liberação sexual de certa forma, são os que se sentem reprimidos, preferem reprimir seus desejos ao invés de encará-los - o que também gera a falta do desejo, a insegurança e o medo em relação ao outro. E por isso parceiros que estão juntos há anos, muitas vezes não conseguem se relacionar, ou só veem no sexo uma maneira de procriar e não um alimento do amor entre a relação. Isso acaba gerando divórcio, e dificulta cada vez mais a vida a dois.
Quando falamos em sexo, não podemos esquecer que na vida a dois, um sempre tem que ceder para dar caminho ao outro, e este processo deve ser equilibrado entre os dois. Redescobrir a sexualidade é voltar para si, esquecer as fantasias e mergulhar no âmago do ser para ir de encontro ao amor próprio. Como posso amar alguém se nunca fui capaz de amar a mim mesma? Como posso despertar o desejo no outro se toda vez que olho no espelho, gostaria de ver um corpo mais belo, mais magro que nem aqueles ditados pela mídia do mundo da moda?
No Yoga integral o equilíbrio dessa energia que tem um grande poder de nos auxiliar no processo autoconhecimento, começa no processo de observação. Temos asanas que podem ajudar no processo de desbloqueio, mas o trabalho aqui varia entre cada ser. Os traumas, as crenças, a não aceitação, ela é gerada pelo meio que fomos criados, pelos bloqueios que vamos guardando e o único caminho para nós melhorarmos nesta área é se conhecer profundamente, entender o que te leva a gostar, fantasiar e, principalmente, não reagir aos primeiros impulsos que nossos pensamentos liberam.
Segundo meu professor de Yoga, Luís Lima, a meditação e o amor são sinônimos. Quem não sabe amar, nunca pode conhecer o que é meditar; e nem se medita se nunca se soube amar.
O caminho para solucionar a maioria dos nossos problemas é o amor. Só podemos viver uma relação sexual saudável no dia em que despertamos em nós mesmos o nosso amor interno. A falta de amor gera essas aberrações e apelações que tanto ouvimos na vida a dois. O ciúmes, a falta de desejo ou o excesso de desejo é gerada pelo medo e repressões que temos de demonstrar, no fundo, quem realmente somos. Pelo fato de querermos tanto ser amados deixamos de ser nós mesmos para agradar o outro.
O Yoga Integral é o caminho que nos mostra a reconhecer quem somos, e a viver uma vida de equilíbrio não negando as nossas necessidades do corpo e da mente. O único caminho para encarar essas necessidades é observá-las, reconhece-las e superá-las, através da meditação e do amor.
Wal Nunes em entrevista sobre Yoga Integral
A professora Wal Nunes desmistifica o Yoga Integral e dissemina uma nova consciência em busca da evolução
Anos de estudo e prática de Yoga fizeram Wal Nunes buscar uma qualidade de vida que vai além de fazer atividade física e ter boa alimentação.
O assunto aqui é bem mais sério e menos complexo do que se imagina. Afinal é através dele que descobrimos que nem todo professor de Yoga é natureba e radical com seu estilo de vida. Trata-se da Yoga Integral, estilo que não se diferencia de nenhuma outra prática de Yoga, mas sim traduz o que chamamos de autoconhecimento.
Por aqui pouco se sabe sobre o Yoga Integral, mas a professora de Yoga Wal Nunes teve oportunidade de estudar em Londres e lá conheceu o trabalho do guru Sri Aurobindo. O polêmico mestre espiritual dedicou sua vida a transmitir suas experiências no Yoga, trazendo para a realidade seus insights durante a meditação, capazes de atingir o grau de consciência Supramental: a consciência-Verdade, na qual se integram dinamicamente o indivíduo e o todo, a Matéria transformada e o Espírito.
Sua dedicação resultou no Yoga Integral, que se trata do estudo e prática aprofundados da unificação dos princípios das diversas linhas de yoga em um todo harmônico e coerente. A Supramente se dá quando o objetivo final da Yoga, o estado de Samadi, deixa de ser idealizado e passa a ser consciente.
“Muitos Iogues se perdem no ego com a prática excessiva dos ásanas, o chamado Hot Yoga, outros se perdem no fanatismo com a prática excessiva de Bakti Yoga, que é pura devoção e espiritualidade”, diz Wal que representa uma parcela do Yoga Integral e vive entre esses universos na medida certa para integrá-lo na sua vida diária.
Sri Aurobindo foi apenas o começo de sua busca pela verdade através do Yoga. Se aprofundando ainda mais, Wal conheceu o trabalho de Mira Alfassa, a Mãe, continuadora do trabalho de Sri Aurobindo, respeitada e conhecida no mundo inteiro por seus interesses políticos, místicos e filosóficos em prol de um mundo melhor.
Wal acaba de voltar de uma viagem à Índia, mas precisamente em Auroville, fundada pela própria Mãe em 1968 e contemplou seu enorme globo de ouro instalado com um único propósito: ser um laboratório para a nova evolução. Pessoas do mundo todo vão até a vila para meditar na busca de sua essência.
“Muitos tentaram explicar o estado meditativo; filósofos, religiosos, iogues e iluminados. Na verdade, um número muito pequeno de pessoas consegue entender realmente o assunto e raros são os que vivenciam esse estado verdadeiramente. Meditar é um momento único de você consigo mesmo, com seu caos inicial. Uma busca pela paz interior; o cessar da mente. Muitos chamam esse estado de Deus, de Ser Divino. Eu o chamo, simplesmente, de estado de presença”, diz.
E foi lá, meditando em Auroville, que Wal teve o maior dos insights até hoje. A certeza de que sua busca terminara.
Através de seu trabalho Wal mostra que o Yoga Integral vai além de filosofia de vida. É olhar para si mesmo e enxergar o que incomoda para, a partir daí, buscar um meio que traga paz interior e felicidade, respeitando a Harmonia do Ser, sem querer moldá-lo. É ver a Divindade em todas as atividades diárias, é ver cada ser humano como um mestre, viver a entrega com entendimento, deixar a vida fluir.
E, após alguns bons anos atendendo diversos alunos, Wal percebeu que a maioria da humanidade vive infeliz, como Buda já dizia: “Sofremos por ilusões”. O estado de preenchimento deste vazio pelo o que não existe só é atingido através do autoconhecimento.
Suas aulas são regadas a uma sensibilidade incomum da professora que respeita o todo e adapta as técnicas de forma sutil e personalizada. Seus movimentos, ou ásanas, seguem uma intuição que trazem à tona sentimentos íntimos como o “ser mulher” ou “voltar a ser criança”. São movimentos capazes de nos colocar frente a problemas ou situações do passado que acabamos carregando com a gente a vida toda e, na maioria das vezes, nem sabemos que estavam ali, no presente.
“Ser feliz vai além de me libertar dos problemas, mas encará-los como um desafio e uma chave para a nossa evolução. Para mim isso é Yoga Integral, isso é viver em Harmonia e felicidade”, completa Wal.
É com essa certeza absoluta de que a Yoga Integral pode e deve fazer parte da vida de todo ser humano, não como um estilo de vida radical, mas como um meio de viver o estado de Samadi aqui e agora, que Wal pretende disseminar esta nova consciência em busca da evolução. “Toda Vida é Yoga”.
“Ser feliz é dar valor aos sentimentos mais íntimos e saber expressar o amor que existe dentro de simesmo. Somente assim é possível encontrar essa paz interior, essa combinação de emoções que traz conforto e bem-estar à nossa alma, isso é felicidade. Isso é Yoga”.
Wal Nunes
Wal Nunes
Entrevista com Wal Nunes sobre os benefícios do Yoga Integral
http://www.minhavida.com.br/bem-estar/videos/14673-yoga-tecnica-trabalha-corpo-e-mente
Yoga: técnica trabalha corpo e mente
Você está querendo ter mais flexibilidade, força e equilíbrio? Esses são apenas alguns dos benefícios que você encontra ao fazer yoga, uma atividade que trabalha corpo e mente, melhorando o autoconhecimento do ser humano.
A professora de yoga integral Wal Nunes explica que a técnica milenar prepara uma pessoa para despertar seu verdadeiro potencial. A mente passa a ser mais controlada, desenvolvendo a criatividade. A pessoa passa a ser mais saudável e centrada.
Além de trabalhar a mente, a ioga age no corpo físico, aumentando a flexibilidade, a força dos músculos e melhorando a postura. Qualquer pessoa pode praticar. Basta escolher a linha que quer seguir. Os principais tipos de yoga são Hatha Yoga, Ashtanga Yoga, Iyengar Yoga, Power Yoga, Kundalini yoga e Raja yoga.
O médico radiologista Rodrigo Yacubian diz que aprendeu a prática de Kundalini Yoga e hoje é professor. Rodrigo tem trabalhado com a pesquisa e aplicação desta ciência, especialmente no auxílio ao tratamento de doenças oncológicas e psiquiátricas.
Yoga: técnica trabalha corpo e mente
Você está querendo ter mais flexibilidade, força e equilíbrio? Esses são apenas alguns dos benefícios que você encontra ao fazer yoga, uma atividade que trabalha corpo e mente, melhorando o autoconhecimento do ser humano.
A professora de yoga integral Wal Nunes explica que a técnica milenar prepara uma pessoa para despertar seu verdadeiro potencial. A mente passa a ser mais controlada, desenvolvendo a criatividade. A pessoa passa a ser mais saudável e centrada.
Além de trabalhar a mente, a ioga age no corpo físico, aumentando a flexibilidade, a força dos músculos e melhorando a postura. Qualquer pessoa pode praticar. Basta escolher a linha que quer seguir. Os principais tipos de yoga são Hatha Yoga, Ashtanga Yoga, Iyengar Yoga, Power Yoga, Kundalini yoga e Raja yoga.
O médico radiologista Rodrigo Yacubian diz que aprendeu a prática de Kundalini Yoga e hoje é professor. Rodrigo tem trabalhado com a pesquisa e aplicação desta ciência, especialmente no auxílio ao tratamento de doenças oncológicas e psiquiátricas.
22.1.12
Detoxing
Segundo alguns astrólogos e místicos, 2012 é o ano das realizações. E como uma boa ioguine que sou não podia começar o ano sem realizar aquilo que mantêm o meu fogo interno ainda mais vivo, apaixonante e sublime, por que é assim que vejo a vida. Seja o que for, procuro através do olhar interno ver o lado positivo dela.
Sim, abri mão de vários convites de festas entre amigos e passei a virada meditando. E para intensificar ainda mais o meu foco, me propus a 21 dias de detoxing.
Detoxing é um programa de desintoxicação que criei, com muito yoga, meditação e uma alimentação super balanceada. Nada de álcool, nem sexo, adeus às baladas por um tempo - não que eu seja a freak das baladas noturnas.
Os primeiros dias são sempre um choque tanto para o corpo como para a mente. Horas e horas de meditação começaram a deixar o meu corpo com câimbras. Isso me fez praticar mais asanas para assim, fortalecer o que estava fraco no corpo físico.
Além da meditação, surgiu outra necessidade: trabalhar a força interna através do corpo. Este por causa da mudança alimentar e horas regradas para comer, sentia o desejo por comida o tempo todo, e automaticamente meu humor oscilava. Às vezes, num só dia, turbilhões de emoções afloravam que me sentia vários seres num só. E pitta que sou, a raiva e a irritação são os primeiros sinais de que o organismo precisa se alimentar.
Podia ver o quanto as minhas emoções reagiam pela falta de comida, de companhia, de alguém para dividir. Depois de um tempo isso vai se intensificando tanto que, do próprio autocontrole, ou isolamento, você não sente mais falta de nada. Pelo contrário, o mundo lá fora começa a se distanciar e de repente uma força interna surge.
Essa força começa a lhe trazer mais energia, alegria de viver e um foco da qual você faz mil coisas num dia e nem o vê passar. A vida mundana e as conversas jogadas fora de hora, já não fazem mais falta. Cada vez mais você sente a necessidade de alimentar essa energia interna que vibra em você. Começa a reconhecer o seu verdadeiro foco, perdendo assim a ansiedade, as tristezas, as ilusões da vida. O silêncio interno se intensifica tanto, que mesmo no meio do caos, você consegue se isolar dele.
Essa força começa a lhe trazer mais energia, alegria de viver e um foco da qual você faz mil coisas num dia e nem o vê passar. A vida mundana e as conversas jogadas fora de hora, já não fazem mais falta. Cada vez mais você sente a necessidade de alimentar essa energia interna que vibra em você. Começa a reconhecer o seu verdadeiro foco, perdendo assim a ansiedade, as tristezas, as ilusões da vida. O silêncio interno se intensifica tanto, que mesmo no meio do caos, você consegue se isolar dele.
A percepção aumenta e o sabor do alimento já não é o mesmo. Fiquei mais exigente e não consigo comer qualquer coisa e nem em qualquer lugar. Os desejos sexuais dão espaço para a necessidade de trocar carinho, palavras amorosas, e dizer várias vezes a você mesma e ao outro o quanto ele/ela é importante na sua vida; o quanto você aprende nos momentos juntos, nas palavras trocadas, ou num simples abraço apertado. Você começa a dar valor e a enxergar as coisas mais simples e mais ricas do mundo. Começa a sentir na pele o que é mesmo o amor. E com isso passa a ver o seu caminho com clareza e todas as possibilidades de realizar aquilo que seu íntimo deseja.
Assim foram os 21 dias de detoxing. No meio do caos emocional, do autocontrole e da prática intensa, percebo que para ser um verdadeiro iogue, tenho e preciso cada vez mais desse tempo, dessa disciplina, desse detoxing que não vai e nem deve ficar só em 21 dias, mas se estender enquanto eu viver.
É essa determinação, que me faz enfrentar todos os obstáculos, trabalhando a minha auto superação, tirando do meu campo magnético tudo aquilo que não me faz bem.
Enfrento o desafio do detoxing e continuo dizendo não àquilo que me tira o foco, mas sem as dificuldades que tinha no início.
Enfrento o desafio do detoxing e continuo dizendo não àquilo que me tira o foco, mas sem as dificuldades que tinha no início.
E hoje mais forte, mais tranquila e muito mais realizada, posso dizer que o caminho de luz, apesar da dificuldade do desapego, me traz uma força interna da qual jamais senti antes.
Desse modo sigo vivendo, na prática dos asanas, pranayamas, da meditação, que já não é um detoxing, mas o alimento que fortifica o corpo, e me mostra a cada dia um pouco mais do ser que há em mim.
Wal Nunes
Prof. Yoga Integral
Fotografia: Carlos Vianna
12.1.12
Comece o ano com o pé direito!
2012 é um ano que precisamos ter muita atenção com o que realmente desejamos, até porque, muitas vezes, perdemos mais tempo realizando desejos que nos impedem de evoluir, ao invés de focar nos objetivos que nos alavancam.
Segundo a Yoga Integral – prática física, respiratória e intelectual, que busca a transformação dos nossos pensamentos e padrões inconscientes para que possamos vibrar os verdadeiros valores de paz e unidade – , entender como funciona o nosso poder mental é o primeiro passo para atingir aquilo que viemos cumprir aqui na Terra como essência. Uma vez que obtemos controle da nossa mente, ganhamos o poder e encontramos os caminhos para realizar tudo o que ajudará em nosso processo evolutivo.
Então, para começar bem 2012, precisamos começar o ano olhando para dentro de nós mesmos e descobrir qual é o nosso maior desejo.
Identificando o desejo
Se o desejo estiver alinhado com a sua essência, pegue uma caneta e escreva o desejo numa folha em branco. Mas antes de escrever o desejo, se pergunte de onde ele vem. É da mente? Ou uma simples necessidade do ego de querer se auto afirmar diante dos outros? Às vezes não conseguimos realizar o que propomos porque o desejo vem do ego e não da nossa luz interna.
Os desejos internos estão além da mente, no silêncio interior, na moradia do nosso ser psíquico, o nosso ser maior.
Faça uma lista de desejos
Depois deste momento de introspeção com você mesma, coloque no papel quantos coisas quiser realizar no ano que se inicia, pois somos aquilo que vibramos e acreditamos. Escreva tudo o que você gostaria de ser para você mesma neste ano favorável a mudança. Procure não colocar muitas coisas materiais, mas sim atitudes da sua personalidade que lhe faltam e afastam os bens materiais ou até pessoas de você. Quando escrever todos os desejos, leia atentamente cada um e memorize tudo o que escreveu. Em seguida, queime o papel e jogue as cinzas fora. Procure não jogar no lixo, mas na terra, ou se você estiver perto de um lugar que tenha água corrente, como o mar ou rio, mas não jogue no lixo. E lembre sempre que o momento presente é o único momento de realizar todos os seus desejos, então já comece a mentalizar a favor daquilo que queira realizar.
Use as cores a seu favor
Se os seus desejos estão voltados para a necessidade terrena, como a financeira, ou arrumar aquele parceiro que há tempos você anda sonhando, pode também materializar através das cores aquilo que deseja, assim o universo trabalha ainda mais a seu favor.
Faça uso e abuso de cores quentes, pode ser em pequenos detalhes, mas tenha em mente que você está usando aquela cor e procure criar uma sintonia para realizar aquilo que busca, como se fosse uma simpatia, mas na verdade você está dizendo para sua mente aquilo que quer realizar e começará a enxergar os caminhos para realizar aquilo. Use tons alaranjados, vermelho e terra.
Se os desejos são voltados para o silenciar da mente e ao desenvolvimento espiritual, trabalhe com cores mais sutis, como o azul que ajuda a trazer a quietude e paz interna, o verde no processo de cura de doença, o lilás nos dá o poder de transcender qualquer desafio.
Feito isso, inicie 2012 com o pé direito e mentalize apenas coisas boas… Isso faz bem para a saúde espiritual e física.
Wal Nunes
31.12.11
A importância do silêncio interno
Acordo de um sonho bom, com o barulho da chuva, e os poucos carros que se encontram na cidade.
O silêncio do meu quarto, e da minha mente, me faz ver o quanto é bom está sozinha, longe da multidão perdida em busca de desejos e momentos passageiros de felicidade, que no fundo não se passa nem perto da tal felicidade. Último dia do ano, antes de chegar até aqui, estava no litoral, o excesso de chuva, bebidas, comida, e de gente me fez voltar pra casa.
Outro dia dei um entrevista para uma rádio do sul, e fiquei sem saber o que responder quando o jornalista me perguntou o que fazer com a ansiedade e as expectativas que criamos nesta época do ano, fiquei um tempo a pensar pois não via em mim este tal sentimento por causa da data.
De qualquer forma, disse a ele a importância de meditar todos os dias para se entender o verdadeiro sentido da vida, e aprender a viver com valores que através da prática nos mostra o caminho do desenvolvimento. Passaram se alguns dias, continuei no litoral, onde só chovia, e por falta de atividades externas, meus amigos e eu fazíamos o que todo mundo que está de férias faz. Saíamos para beber e comer todos os dias, acordávamos tarde e nos entregávamos a preguiça e o não fazer nada.
O que de certa forma, não foi tão mal assim, pois me fez senti a ansiedade e expectativa do final do ano que todo mundo alí projetava. De repente me via acordando com uma dor e um aperto no peito, que me fazia lembrar de tudo que queria realizar, mas parecia que o tempo não estava ao meu favor.
Comecei a respirar menos e a querer ver o tempo passar cada vez mais rápido, pois afinal parecia que só podia começar meus projetos depois que chegasse 2012, enquanto isto, não me restava nada a fazer ao não ser me embriagar nos impulsos externos do incosciente coletivo do qual aos poucos me contaminava.
Olhei para tudo e me vi bem distante de todo aquele caos criado por várias mentes humana, via um ser em mim ausente de mim mesma, por causa do excesso de álcool, das poucas horas de sono, da falta de silêncio.
Peguei minha mala e sem pensar duas vezes resolvi voltar para casa. Onde em algum lugar eu poderia esta comigo mesma, eu poderia esta em silêncio sem ser questionada se tudo vai bem comigo.
As pessoas tem tanta necessidade de se expressar através da fala que já não sabem mais o poder de cada palavra que expressam, tudo fica mais banalizado, sem um valor real. E passamos a viver numa vibração baixa, de pensamentos negativos e palavras mais negativas ainda. O nosso meio aos poucos só consegue ver o lado escuro do mundo. Mas se perguntarem, ninguém sabe o por que de tamanha obscuridade.
E para 2012 eu desejo do fundo do meu coração viver em paz comigo mesma, e poder cada vez mais despertar a minha luz interna, nem que para isto eu precise mergulhar na minha sombra para poder de lá, ascender em mim, o poder de Deus.
Desejo também que as pessoas a minha volta possam se inspirar através da minha busca e junto comigo realizar coisas da qual muitos chamariam milagres.
Espero também despertar para o amor, e que a Mãe Divina, possa me ensinar a perdoar sem gaurdar rancor, a amar e doar sem querer nada em troca, e que depois de vivier no amor possa também com a humildade de uma criança saber agradecer e viver no caminho da entrega.
Que a humanidade possa doar cada vez mais o melhor de si, e que juntos possamos viver a nossa luz, o amor e a paz.
O ano das realizações coletivas, da era de áquario, e de muitos outros deuses, o ano mais rico, o agora.
Muita Luz e Realizações a todos.
Wal Nunes
Studio Yoga integral
O silêncio do meu quarto, e da minha mente, me faz ver o quanto é bom está sozinha, longe da multidão perdida em busca de desejos e momentos passageiros de felicidade, que no fundo não se passa nem perto da tal felicidade. Último dia do ano, antes de chegar até aqui, estava no litoral, o excesso de chuva, bebidas, comida, e de gente me fez voltar pra casa.
Outro dia dei um entrevista para uma rádio do sul, e fiquei sem saber o que responder quando o jornalista me perguntou o que fazer com a ansiedade e as expectativas que criamos nesta época do ano, fiquei um tempo a pensar pois não via em mim este tal sentimento por causa da data.
De qualquer forma, disse a ele a importância de meditar todos os dias para se entender o verdadeiro sentido da vida, e aprender a viver com valores que através da prática nos mostra o caminho do desenvolvimento. Passaram se alguns dias, continuei no litoral, onde só chovia, e por falta de atividades externas, meus amigos e eu fazíamos o que todo mundo que está de férias faz. Saíamos para beber e comer todos os dias, acordávamos tarde e nos entregávamos a preguiça e o não fazer nada.
O que de certa forma, não foi tão mal assim, pois me fez senti a ansiedade e expectativa do final do ano que todo mundo alí projetava. De repente me via acordando com uma dor e um aperto no peito, que me fazia lembrar de tudo que queria realizar, mas parecia que o tempo não estava ao meu favor.
Olhei para tudo e me vi bem distante de todo aquele caos criado por várias mentes humana, via um ser em mim ausente de mim mesma, por causa do excesso de álcool, das poucas horas de sono, da falta de silêncio.
Peguei minha mala e sem pensar duas vezes resolvi voltar para casa. Onde em algum lugar eu poderia esta comigo mesma, eu poderia esta em silêncio sem ser questionada se tudo vai bem comigo.
As pessoas tem tanta necessidade de se expressar através da fala que já não sabem mais o poder de cada palavra que expressam, tudo fica mais banalizado, sem um valor real. E passamos a viver numa vibração baixa, de pensamentos negativos e palavras mais negativas ainda. O nosso meio aos poucos só consegue ver o lado escuro do mundo. Mas se perguntarem, ninguém sabe o por que de tamanha obscuridade.
E para 2012 eu desejo do fundo do meu coração viver em paz comigo mesma, e poder cada vez mais despertar a minha luz interna, nem que para isto eu precise mergulhar na minha sombra para poder de lá, ascender em mim, o poder de Deus.
Desejo também que as pessoas a minha volta possam se inspirar através da minha busca e junto comigo realizar coisas da qual muitos chamariam milagres.
Espero também despertar para o amor, e que a Mãe Divina, possa me ensinar a perdoar sem gaurdar rancor, a amar e doar sem querer nada em troca, e que depois de vivier no amor possa também com a humildade de uma criança saber agradecer e viver no caminho da entrega.
Que a humanidade possa doar cada vez mais o melhor de si, e que juntos possamos viver a nossa luz, o amor e a paz.
O ano das realizações coletivas, da era de áquario, e de muitos outros deuses, o ano mais rico, o agora.
Muita Luz e Realizações a todos.
Wal Nunes
Studio Yoga integral
18.11.11
18.10.11
A linguagem corporal - a doença como caminho..
Primavera!!Já faz algum tempo que ando sumida daqui. Os afazeres, compromissos, e esta nova fase tem me exigido mais tempo, e por isso o tempo para leitura e a escrita não é o mesmo que tinha antes. Exige muita disciplina e treino para se fazer tudo aquilo que acredito ser parte da minha evolução naquilo que me propus. São horas de yoga, meditação, o trabalho diário, e ainda os meus estudos. Haja tempo, a mente quer realizar tudo, o corpo pede descanso, e neste caminhar, a gente aprende os limites e os controles que a própria vida impõe. Ou se aprende por bem, ou por mal.
Com os novos compromissos tenho procurado trazer a filosofia do yoga cada vez mais pro meu dia-a-dia, e só percebo quando o estado de presença está ausente quando o corpo reclama. Semana passada tive uma crise no lado direito do corpo. Braço dóia, parecia o que a maioria dos meus alunos reclamam, dores no punho, causada por repetição de movimento, a famosa tendinite que a maioria das pessoas que trabalham muito na mesma postura tem. Não acreditei, também não fui ao médico ver o que era.
Continuei minhas atividades normais, e dentro da minha própria análise queria entender de onde vinha aquela dor insuportável. Afinal, a terapia alternativa acredita que a doença é o caminho para cura, para uma mudança, um despertar.
Ao invés de lamentar o fato do meu corpo não conseguir fazer as mesmas coisas como antes, e tenho algo nele que não está bem, preciso parar e observar o que ando fazendo no dia-a-dia que afetou aquela parte do corpo. Percebi na minha introspecção, que uso muito mais o lado direito do meu corpo pra fazer minhas atividades diárias que o esquerdo. É impressionante como o lado direito é bem mais ágil e forte pra resolver as tarefas diárias, desde algo que exige força até as mais simples.
Então, neste processo, passei dias conversando em sala de aula com meus alunos sobre o que é o alinhamentto perfeito, e se realmente teremos condições de ter este alinhamento perfeito. Afinal, fiquei inconformada no início, de uma pessoa que faz atividades todos os dias, desenvolver o mesmo problema de uma pessoa que não faz quase nada, e esta falta de não fazer nada afeta tanto o corpo, como também o excesso do fazer, afeta o corpo do mesmo jeito.
Neste processo, descobri, que o que afeta o corpo, não é o excesso de atividade física, mas a falta de presença na atividade física ou até no trablho. Percebi que, quando estou presente na ação, consigo observar o meu corpo e treinar meu lado esquerdo a fazer as mesmas atividades que o lado direito faz com agilidade. Quando não estou presente, o corpo por si só, faz com o lado direito, o que leva uma sobrecarga e desequílibrio num só lado do corpo, que gera doença. O estado de presença, tem me treinado a fazer as mesmas coisas de uma maneira que meu corpo nunca fez antes, e isso solucionou as dores do meu lado direito no punho. Não precisei tomar remédio, nem ir ao médico, nem parar com minhas atividades. Só precisei aprender a entender a linguagem do meu corpo, e ativar partes dele que estava ali parado, fazer as coisas de uma nova forma. Isso pode se chamar consciência corporal, você desperta partes do seu corpo, trazendo novas informações para o cerébro e com iso aprende novas maneiras de realizar as coisas. A meditação também trabalha o corpo nesta mesa linguagem, e é por isso que meditar é sempre preciso!!
Namastê
Wal Nunes
29.9.11
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